Liturgia do dia - Anos A, B, C:
1ª Leitura: Is 52,13-53,12
Responsório: Sl 30(31),2.6.12-13.15-16.17.25 (R. Lc 23,46)
2ª Leitura: Hb 4,14-16;5,7-9
Evangelho: Jo 18,1-19,42
Missal Romano (p. 257)
1. Hoje e amanhã, segundo antiquíssima tradição, a Igreja não celebra os sacramentos, com exceção da Penitência e da Unção dos Enfermos.
2. Neste dia, a sagrada comunhão só pode ser distribuída aos fiéis durante a celebração da Paixão do Senhor, mas poderá ser levada a qualquer hora aos doentes que não possam participar da celebração.
3. O altar esteja totalmente despojado: sem cruz, castiçais ou toalha.
CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR
4. Na tarde da sexta-feira, pelas três horas, a não ser que razões pastorais aconselhem horas mais tardias, procede-se à celebração da Paixão do Senhor, que consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e sagrada Comunhão.
5. O sacerdote e o diácono, em vestes sagradas de cor vermelha como para a Missa, aproximam se em silêncio do altar, fazem-lhe reverência e prostram-se ou, se for o caso, ajoelham-se por algum tempo. Todos os outros se ajoelham.
6. O sacerdote, com os ministros, dirige-se à cadeira, Voltado para a assembleia e de braços abertos profere uma das orações (previstas no missal), omitindo o· convite Oremos.
7. Estando todos sentados, faz-se a primeira leitura do livro do Profeta Isaías (Is 52,13-53,12) com o seu salmo.
8. Segue-se a segunda leitura, da carta aos Hebreus (Hb 4,14-16; 5,7-9) e o canto antes do Evangelho.
9. Em seguida, faz-se a leitura da Paixão do Senhor segundo João (Jo 18,1-19,42), do mesmo modo como no domingo anterior.
10. Após a leitura da Paixão do Senhor, o sacerdote faz uma breve homilia. Terminada a homilia, os fiéis podem ser convidados a um breve tempo de silêncio.
11. A liturgia da Palavra é encerrada com a oração universal, do seguinte modo: o diácono, se houver, ou em sua ausência, um ministro leigo, junto ao ambão, faz o convite que exprime a intenção. Em seguida todos oram por algum tempo em silêncio; depois o sacerdote, de pé junto à cadeira ou, se for oportuno, ao altar, de braços abertos, diz a oração. Durante todo o tempo das orações, os fiéis podem ficar ou ajoelhados ou de pé.
12. Conforme a tradição, antes da oração do sacerdote, o diácono pode fazer o convite "Ajoelhemo-nos / Levantemo-nos", e todos se ajoelham para a oração em silêncio.
I. PELA SANTA IGREJA
Oremos, irmãos e irmãs caríssimos,
pela santa Igreja de Deus:
que o Senhor e nosso Deus lhe dê a paz e a unidade,
que ele a proteja por toda a terra
e nos conceda uma vida calma e tranquila,
para sua própria glória.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos,
velai sobre a obra do vosso amor,
para que vossa Igreja, presente no mundo inteiro,
persevere inabalável na fé
e proclame sempre o vosso nome.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.
II. PELO PAPA
Oremos pelo nosso santo Padre, o Papa N.,
para que Deus nosso Senhor, que o escolheu para o episcopado,
o conserve são e salvo à frente da sua Igreja,
para governar o povo santo de Deus.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
em cuja sabedoria tudo tem seu fundamento,
dignai-vos escutar nossos pedidos
e protegei com amor o Pontífice que escolhestes,
para que o povo cristão, que governais por meio dele,
possa crescer em sua fé.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.
III. POR TODOS OS MEMBROS DA IGREJA
Oremos pelo nosso Bispo N.*,
por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja
e por todo o povo fiel.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que santificais e governais pelo vosso Espírito
todo o corpo da Igreja,
escutai as súplicas que vos dirigimos
pelos vossos ministros,
e fazei que todos, pelo dom da vossa graça,
vos sirvam com fidelidade.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.
IV. PELOS CATECÚMENOS
Oremos pelos (nossos) catecúmenos:
que o Senhor e nosso Deus abra os ouvidos dos seus corações
e a porta da misericórdia,
para que, tendo recebido nas águas do batismo
o perdão de todos os seus pecados,
sejam incorporados no Cristo Jesus, nosso Senhor.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que por novos filhos e filhas
tornais fecunda a vossa Igreja,
aumentai a fé e o entendimento dos (nossos) catecúmenos,
para que, renascidos na fonte do batismo,
sejam contados entre os vossos filhos adotivos.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.
V. PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS
Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que creem no Cristo,
para que nosso Deus e Senhor se digne reunir
e conservar na unidade da sua Igreja
todos os que vivem segundo a verdade.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que reunis o que está disperso
e conservais o que está unido,
velai sobre o rebanho do vosso Filho.
Que a integridade da fé e os laços da caridade
unam os que foram consagrados por um só Batismo.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.
VI. PELOS JUDEUS
Oremos pelos Judeus,
aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar,
para que lhes conceda crescer na fidelidade de sua aliança
e no amor do seu nome.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que fizestes vossas promessas a Abraão e seus descendentes,
escutai benigno as preces da vossa Igreja.
Que o povo da primeira aliança chegue à plenitude da redenção.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém.
VII. PELOS QUE NÃO CREEM EM CRISTO.
Oremos pelos que não creem em Cristo,
para que, iluminados pelo Espírito Santo,
possam também eles ingressar no caminho da salvação
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
dai aos que não creem em Cristo,
que, caminhando sob o vosso olhar
com sinceridade de coração, encontrem a verdade.
E nós, amando-nos melhor uns aos outros,
participando com maior solicitude do mistério da vossa vida,
sejamos no mundo testemunhas mais fiéis da vossa bondade,
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém
VIII. PELOS QUE NÃO CREEM EM DEUS
Oremos pelos que não reconhecem a Deus,
para que, buscando de coração sincero o que é reto,
mereçam chegar ao Deus verdadeiro
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
vós criastes todos os seres humanos
e pusestes em seu coração o desejo de procurar-vos
para que, tendo-vos encontrado
só em vós achassem repouso.
Concedei que, entre as dificuldades deste mundo,
discernindo os sinais da vossa bondade
e vendo o testemunho das boas obras
daqueles que creem em vós,
tenham a alegria de proclamar
que sois o único Deus verdadeiro
e Pai de todos os seres humanos.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém
IX.PELOS GOVERNANTES
Oremos por todos os governantes:
que Deus nosso Senhor, segundo sua vontade,
lhes dirija o espírito e o coração
para a verdadeira paz e liberdade de todos.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
que tendes na mão os corações dos seres humanos
e os direitos dos povos,
olhai com bondade aqueles que nos governam.
Que por vossa graça se consolidem por toda a terra
a prosperidade das nações,
a segurança da paz,
e a liberdade religiosa.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém
X. POR TODOS OS QUE SOFREM
Oremos, amados irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso,
gue livre o mundo de todo erro,
expulse as doenças e afugente a fome,
abra as prisões e liberte os cativos,
vele pela segurança dos viajantes,
repatrie os exilados, dê a saúde aos doentes
e a salvação aos que agonizam
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Deus eterno e todo-poderoso,
sois a consolação dos aflitos e a força dos gue labutam.
Cheguem até vós as preces dos gue clamam em sua aflição,
sejam guais forem os seus sofrimentos,
para gue em suas provações
se alegrem com o socorro da vossa misericórdia.
Por Cristo, nosso Senhor.
R. Amém
14. Terminada a oração universal, faz-se a solene adoração da Cruz. Escolha-se, das duas formas propostas, a mais conveniente de acordo com as exigências pastorais.
APRESENTAÇÃO DA SANTA CRUZ
PRIMEIRA FORMA
15. O diácono com os ministros, ou outro ministro idôneo, dirige-se à sacristia, de onde traz em procissão a Cruz coberta com um véu roxo; acompanhado por dois ministros com velas acesas, caminha pela nave principal da igreja ao centro do presbitério. O sacerdote, de pé diante do altar, virado para a assembleia, recebe a Cruz, descobre-lhe um pouco a parte superior e a eleva, começando a cantar Eis o lenho da Cruz, sendo ajudado no canto pelo diácono ou, se for preciso, pelo coro.Todos respondem: Vinde, adoremos. Terminado o canto, todos se ajoelham e adoram durante um momento em silêncio, enquanto o sacerdote continua de pé com a Cruz erguida.
V. Eis o lenho da Cruz,
do qual pendeu a salvação do mundo.
R. Vinde, adoremos.
Em seguida o sacerdote descobre o braço direito da Cruz e, elevando-a de novo, começa a cantar "Eis o lenho...", e prossegue-se como acima. Finalmente descobre a Cruz por inteiro e, elevando-a, começa a cantar pela terceira vez "Eis o lenho...", e prossegue-se como da primeira vez.
SEGUNDA FORMA
16. O sacerdote, ou o diácono, com os ministros ou outro ministro idôneo, dirige-se à porta da igreja, onde recebe a Cruz sem véu. Acompanhado pelos ministros com velas acesas, faz a procissão pela nave da igreja até o presbitério. Junto à porta principal, no meio da igreja e à entrada do presbitério, de pé, ergue a Cruz e canta "Eis o lenho...", e todos respondem: "Vinde, adoremos". Depois de cada resposta, todos se ajoelham e adoram durante alguns momentos em silêncio, como na primeira forma da apresentação da Santa Cruz.
ADORAÇÃO DA CRUZ
17. Em seguida, acompanhado por dois ministros com velas acesas, o sacerdote, ou o diácono, leva a Cruz à entrada do presbitério ou outro lugar conveniente; ali ele a depõe ou entrega aos ministros, que a seguram; as velas são colocadas à direita e à esquerda da Cruz.
18. Para a adoração da Cruz, aproxima-se primeiro só o sacerdote que preside a celebração, tendo tirado, se for oportuno, a casula e os sapatos. Depois seguem o clero, os ministros leigos e os fiéis, como em procissão, exprimindo a sua reverência à Cruz por uma simples genuflexão ou outro sinal apropriado, conforme o costume da região, por exemplo, beijando a Cruz.
19. Deve-se apresentar à adoração uma só Cruz. Se, por causa do grande número de fiéis, não for possível todos se aproximarem individualmente, depois que parte do clero e dos fiéis realizaram a adoração, o sacerdote toma a Cruz e, de pé diante do altar, em breves palavras, convida a assembleia para a adoração da Cruz; depois, por algum tempo, ergue-a mais alto para os fiéis adorarem em silêncio.
20. Durante a adoração da Cruz, cantam-se a antífona "Adoramos, Senhor, vosso madeiro", os "Lamentos", o hino "Cruz fiel" ou outros cânticos apropriados; todos os que já realizaram a adoração permanecem sentados.
As letras dos cantos para este momento estão explicitamente indicadas no Missal
22. Sobre o altar estende-se a toalha e colocam-se o corporal e o Missal. O diácono ou, na falta dele, o próprio sacerdote, com o véu umeral, traz o Santíssimo Sacramento do local da reposição, pelo caminho mais curto ao altar, enquanto todos ficam de pé em silêncio. Dois ministros com velas acesas acompanham o Santíssimo Sacramento e colocam os castiçais sobre o altar ou perto dele.
Reza-se o Pai Nosso
O sacerdote comunga.
28. Em seguida, distribui a Comunhão aos fiéis. Durante a Comunhão pode-se entoar o Salmo 21 ou outro canto apropriado.
SUGESTÃO DE REPERTÓRIO
Melodia de acordo com a 3ª edição do Missal Romano
1ª opção
2ª opção
Salmo 21
PELAS CHAGAS QUE SOFRESTES
Salmo 21